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Formas de dosagem inovadoras para a administração sistemática do medicamento

 
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Somente a formulação correta pode transformar um novo princípio ativo em um medicamento seguro e pronto para uso que pode ser dosado conforme necessário. Os cientistas de formulação garantem que a substância seja absorvida pelo corpo e que a dosagem terapêutica chegue até o órgão desejado. Nem todos os princípios ativos são adequados para ingestão na forma de comprimido, sendo que requisitos especiais relacionados à forma de administração – injeção nos olhos, produtos para inalação ou comprimidos orodispersíveis que se dissolvem rapidamente na boca do paciente sem água – regularmente criam novos desafios para os cientistas de formulação. Na Pharmaceuticals, as inovadoras tecnologias farmacêuticas frequentemente entram em ação nesse contexto. Abaixo, há três exemplos.

Polímeros de liberação contínua prolongada

Atualmente, as tecnologias de polímeros são utilizadas em várias áreas para garantir a entrega direcionada de um medicamento na dosagem desejada. Um exemplo é um comprimido com um revestimento perfurado que libera o princípio ativo continuamente por 24 horas, de forma que o paciente não precisa tomar comprimidos várias vezes.

Durante o processo de produção, é feito um furo de tamanho precisamente definido (diâmetro = 0.3 mm) com laser no revestimento, que é uma membrana de polímero permeável a água, porém não solúvel à mesma. A parte central do comprimido é dividida em duas camadas, uma contendo o princípio ativo e a outra um agente dilatador. Dentro do trato gastrointestinal, o comprimido absorve a água, que dissolve o princípio ativo e faz o comprimido dilatar-se. Isso gera pressão osmótica dentro do comprimido e o resultado é que o princípio ativo dissolvido é continuamente liberado em uma taxa constante por meio do furo no revestimento.

A Pharmaceuticals também utiliza polímeros para levar princípios ativos diretamente para o útero, como no caso dos sistemas intrauterinos (SIU). Nessa área, a liberação contínua do medicamento pode ser mantida por até cinco anos. Aqui, o princípio ativo é integrado em uma matriz polimérica. Essa pílula, por sua vez, é envolvida por uma camada de silicone (polisiloxano), cuja permeabilidade específica garante a liberação uniforme do princípio ativo.

Solução para medicamentos pouco solúveis

Uma outra aplicação dos polímeros na formulação de medicamentos são formas de administração de princípios ativos, cujos cristais são apenas ligeiramente solúveis em água. Sem um processamento especial, esses princípios ativos seriam excretados pelo corpo sem sofrer nenhuma mudança e sem produzir nenhum efeito – exatamente como ingerir areia.

As modernas técnicas permitem integrar essas substâncias em polímeros solúveis em água. Nesse processo, os cristais insolúveis são divididos, dando às moléculas uma disposição “amorfa” sem estrutura fixa. Os pesquisadores agora já podem preservar a disposição “amorfa” das moléculas do princípio ativo com o auxílio de polímeros. Essa “solução sólida” de princípio ativo e polímero se dissolve na água (e em sucos digestivos) muito mais facilmente do que os cristais do princípio ativo sozinho. Em muitos casos, isso também gera um aumento temporário na concentração das moléculas do medicamento dissolvido, que agora podem ser absorvidas do intestino para a circulação do sangue.

Soluções para terapêuticas de proteína

Os princípios ativos baseados em proteínas, conhecidos como biológicos ou biofarmacêuticos, geram desafios específicos para os cientistas de formulação. Se essas substâncias fossem administradas oralmente, seriam decompostas pelos sucos digestivos no trato gastrointestinal antes que pudessem entrar na circulação do sangue e chegar ao local desejado de ação. Assim, são administradas de forma parenteral, ou seja, por injeção em uma veia ou de forma subcutânea (sob a pele). Para ser injetado, o princípio ativo deve estar disponível na solução. Ao mesmo tempo, deve ser possível guardar um medicamento por um período de tempo relativamente longo caso não seja utilizado. Contudo, se o biofarmacêutico for formulado em uma solução pronta para uso, haverá o risco de que as moléculas de proteínas se aglomerem durante um período prolongado de armazenamento, perdendo sua eficácia. Nesse caso, os cientistas de formulação enfrentam o desafio de conciliar a necessidade de preservar a eficiência com os requisitos de um longo prazo de validade.

Apesar disso, em muitos casos, esse desafio pode ser resolvido utilizando a técnica de liofilização. Após esse método brando de secagem, as moléculas de proteína frequentemente permanecem estáveis por pelo menos seis meses; a seguir, o princípio ativo é dissolvido pouco antes da injeção na solução de aplicação, por exemplo, em uma seringa pré-carregada.

L.BR.01.2015.2848

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