Minipílula - Pharmaceuticals


Minipílula

Mecanismo de ação

Denomina-se Minipílula o contraceptivo oral que contém somente um dos dois hormônios presentes nos contraceptivos orais combinados: o progestógeno. Desse modo falta-lhes o componente estrogênico. A sigla POP vem do inglês: "Progestogen-only pills". Seus principais mecanismos de ação consistem na modificação do muco do colo do útero (muco cervical) tornando-o mais espesso, não permitindo a ascensão dos espermatozoides e a transformação do endométrio (revestimento interno do útero), dificultando a ocorrência de gravidez.

Qual o método contraceptivo ideal para você?



Vantagens

  • São eficazes;
  • São seguras;
  • São preferentemente indicadas para mulheres que se encontram no período de amamentação, uma vez que não afetam a qualidade do leite materno. Sua eficácia torna-se maior nesse período, uma vez que ela se soma ao efeito contraceptivo natural proporcionado pela amamentação;
  • Podem ser usadas por mulheres fumantes com idade superior a 35 anos que requerem contracepção hormonal;
  • São reversíveis. Quando decidir engravidar, a mulher recuperará sua fertilidade em 1 a 2 meses a partir da interrupção das minipílulas;
  • Podem ser utilizadas por mulheres que apresentam contra-indicações ao uso de estrogênios;
  • Protegem contra o aparecimento da Doença Inflamatória Pélvica (DIP), lembrando-se que esta doença pode causar esterilidade;
  • Não leva a grandes alterações no peso corporal;
  • Apresentam poucos efeitos colaterais. A ausência de estrogênios em sua composição resulta na diminuição dos efeitos colaterais principalmente no que se refere a náuseas, vômitos e dores de cabeça.

Desvantagens

  • Não protegem contra a AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). O uso de preservativos (condoms) deve ser associado para a prevenção destas doenças;
  • Deve ser tomada diariamente e de preferência no mesmo horário. Se para determinada mulher for difícil se lembrar que deve tomar as drágeas todos dias, é melhor optar por outro método, pois se não utilizar este método corretamente, poderá ocorrer gravidez;
  • Leva ao aparecimento de irregularidades do ciclo menstrual.

Contra-indicações

Gravidez, transtornos graves da função hepática, antecedentes de icterícia gravídica ou prurido severo da gravidez, síndrome de Dubin-Johnson, síndrome de Rotor, tumores hepáticos atuais ou anteriores, antecedentes de herpes gravídico.

A partir de estudos epidemiológicos chegou-se à conclusão de que o uso de inibidores orais da ovulação (preparados combinados contendo estrogênios e progestógenos) está associado ao aumento na incidência de doenças tromboembólicas.

Mesmo que não haja suspeitas de tal associação com o uso da minipílula, que é um preparado que contém apenas progestógeno, por precaução recomenda-se que o produto não seja utilizado quando existem processos tromboembólicos (p.ex., apoplexia, infarto do miocárdio) ou antecedentes destes, na presença de diabetes severa com alterações vasculares ou anemia falciforme.

Efeitos colaterais (indesejáveis)

Em casos isolados, poderão ocorrer náuseas, cefaleias, estados depressivos, variações do peso e modificações do desejo sexual (libido).

Observações

Durante os primeiros 14 dias de tomada das drágeas, deve-se empregar adicionalmente um método anticoncepcional não hormonal (por exemplo, preservativo), com exceção dos métodos do ritmo e da temperatura basal.

Erros na tomada, vômitos e alterações intestinais com diarreia, transtornos metabólicos muito infrequentes ou o uso concomitante e prolongado de determinados medicamentos podem influir desfavoravelmente na eficácia desse método contraceptivo.

Se você estava utilizando outro método contraceptivo ou teve um parto ou um abortamento recentemente, consulte seu médico sobre a data mais apropriada para iniciar o tratamento. A conveniência do emprego da minipílula durante o período de lactação deve ser decidida pelo médico.

Índice de eficácia

É também um dos métodos anticoncepcionais reversíveis mais seguros. Quando corretamente utilizado, apresenta um índice de eficácia de 98%.

Prescrição médica

É necessária. O ginecologista o prescreverá após exame físico detalhado e avaliação do seu estado de saúde.

Saiba mais - Gineco

L.BR.WH.2012-07-23.0828

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