Farmacogenética - Pharmaceuticals


Farmacogenética

A importância dos genes para o sucesso de uma terapia

As disposições genéticas de um paciente desempenham uma função especial no contexto dos biomarcadores. Diferenças individuais na composição genética de uma pessoa são capazes de afetar o desempenho ou tolerância de um medicamento.

A ciência que estuda a relação entre as disposições genéticas de uma pessoa e cada resposta individual do corpo a um medicamento é chamada de farmacogenética. Esse ramo da ciência vem tornando-se cada vez mais importante em pesquisas e desenvolvimentos farmacêuticos. Na Pharmaceuticals, também, os resultados farmacogenéticos afetam os vários estágios do processo de desenvolvimento.

Os mapas das proteínas estão no DNA

Os genes guardam os mapas de proteínas (por exemplo, enzimas ou receptores) que são responsáveis pela absorção, decomposição e efeito de um medicamento no corpo. Cada sequência de blocos de construção do DNA (conhecidos como códons) codifica uma proteína específica. Contudo, se a sequência pode variar por razões hereditárias (polimorfismos de nucleotídeo único ou PNUs), sendo que os receptores podem ser, resultantemente, ativos ou inativos, ou certas proteínas podem estar presentes em algumas pessoas e não em outras. Assim, alguns pacientes podem decompor um medicamento mais rapidamente do que outras, ao passo que outras não conseguem realizar sua decomposição.

Variações de DNA influenciam o efeito de um medicamento

Alguns pacientes fornecem amostras de DNA durante os estudos clínicos (com base em contratos individuais) para permitir que os pesquisadores determinem as diferenças. A reação em cadeia das polimerases (RCP), um processo que recebeu o Prêmio Nobel em Química em 1993, é utilizada para reduzir (adicionando-se a polimerase de DNA da enzima), um segmento de DNA que é conhecido por ser responsável pela produção dos respectivos receptores. O segmento é a seguir examinado em ensaios em série realizados por robô em um processo similar à técnica chamada high throughput screening (triagem de alta produtividade, em sua tradução para o português). Isso permite que os pesquisadores determinem se certas variações nesse segmento de genes correspondem a um efeito mais forte ou mais fraco do medicamento, ou, talvez, com sua tolerabilidade.

Se o bloco de construção do DNA, que é responsável pelo efeito do medicamento não for conhecido, os cientistas na Pharmaceuticals podem rastreá-lo por meio da tecnologia de sequenciamento, na qual a ordem dos blocos no gene do paciente relevante à doença é comparada com a sequência normal no genoma humano. Quaisquer blocos que se desviem são posteriormente examinados por RCP.

Os resultados desses testes (após serem pseudonimizados) contribuem para os dados do estudo. Se certos elementos da composição genética estiverem impedindo que o medicamento produza efeito, os médicos podem realizar ensaios correspondentes antes do tratamento para garantir que somente os pacientes com probabilidade de efeito positivo do medicamento sejam tratados e os demais recebam um tratamento potencialmente não bem-sucedido. É também possível determinar as correlações entre os padrões genéticos e a taxa segundo a qual o medicamento decompõe-se, gerando assim informações valiosas sobre a segurança e a dosagem apropriada do medicamento.

Proteção rigorosa dos dados

Os pesquisadores esperam que a farmacogenética resulte em terapias nas quais o princípio ativo e a dosagem sejam sob medida para as disposições genéticas individuais de um paciente (saiba mais em Medicina personalizada).

Por outro lado, as pesquisas farmacogenéticas também geram questões éticas, legais e sociais. Princípios como o cumprimento de regulamentos rigorosos relacionados à proteção de dados e à manutenção da confidencialidade no trabalho com as informações genéticas coletadas são fundamentais para todos os trabalhos científicos da Pharmaceuticals com materiais genéticos.

L.BR.01.2015.2848


Ferramentas
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